Eu quero tanta coisa ao mesmo tempo, que quando eu paro pra pensar, descubro que na verdade eu só quero uma coisa. Ela tem nome e sobrenome, e não é bem uma coisa.
É você, meu bem. Meu bem-querer. Tanto te quero, que quando penso demais em teus nãos, jamais e todos as variantes das negações que você me faz, mal-te-quero. Daí eu quero coisas.
Mas isso tudo passa. Meus bolsos se esvaziam, as coisas apodrecem, as flores secam. E aí não dá mais pra saber se você, na verdade, ou bem ou mal me quer. Essa agonia aqui dentro me faz tão mal, meu bem... Meu mal.
Não deve ser normal querer assim, de um jeito maniqueísta. Devia ter um pouco de sim em teus nãos. Devia ter um pouco de mim em tuas mãos. Devia gostar um pouco assim da minha atenção.
Ah, meu bem! Deixa eu te querer. Deixa de me deixar pra lá, vem pra perto e deixa eu te gostar. Vê se esquece tudo e, por favor, deixa eu ser teu bem.
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